• Amanda Santos

Cinema e a Publicidade


Uma relação estreita entre as duas áreas permite a migração de cineastas para a publicidade. Saiba o que há entre elas.

Cinema e publicidade andam lado a lado como velhos amigos, e essa relação realmente não é nova: cineastas como Frederico Fellini já faziam filmes publicitários em sua época e, no Brasil, Carlos Manga – conhecido diretor de chanchadas – transitava nos sets publicitários.

Os profissionais do cinema buscam essas colocações em outras áreas do audiovisual não apenas pela experimentação, mas principalmente porque a produção de programas de TV, videoclipes, vídeos para a internet e as redes sociais possuem maiores oportunidades que o cinema. E a relação entre cinema e publicidade é até natural: o storytelling cinematográfico tende a influenciar a publicidade, e a publicidade valoriza a relação entre público e produto, algo que o cinema aprendeu a fazer com seus blockbusters.

Muitos cineastas consagrados, inclusive, começaram pela publicidade

Ridley Scott, David Finch e o hoje rei dos super-heróis Zach Snyder estão entre eles. E não imagine que os diretores de cinema ficam restritos a assuntos de luxo, ou a um público muito segmentado; entre as produções mais famosas de cineastas para a publicidade, estão anúncios de bancos, jogos, bebidas, perfumes e até sabão!

O que podemos observar nessa forma de pensar o produto audiovisual publicitário é que as características estéticas de cada cineasta não se perdem pelo caminho, pelo contrário. A publicidade muitas vezes permite extrapolar a visão do diretor, já que a “história” nesse caso é condensada. Um desses exemplos é a tão característica visão do diretor Wes Anderson observada no comercial “My Life, My Card”, de 2006, para a American Express, em que o próprio diretor é a estrela, e tudo acontece num magnífico plano-sequência tão alinhado e humorado como seus filmes. Outro exemplo é a peça produzida por David Lynch para o PlayStation2 da Sony: se antes Lynch já era conhecido por sua estética surrealista em publicidade com seus comerciais de perfumes, aqui um labirinto, um pato falante e uma múmia surgem para apresentar o novo aparelho de videogame, que de tão potente transportaria o usuário para outra dimensão.

O destaque dessa relação entre cineastas e publicidade é a campanha The Hire, da BMW

Uma série de curtas dirigidos por grandes diretores, que poderiam imprimir seu estilo, desde que incluíssem os carros da marca em suas histórias. Criada em 2001, a série além de levar o Grande Prêmio do Cannes Cyber Lion de 2002, passou a integrar a coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York.

Hoje ganha força no mundo da publicidade o conceito de branded entertainment, principalmente por causa da maturidade e acesso à informação dos espectadores, cada vez mais difíceis de serem fisgados. Assim, as peças publicitárias dentro desta linha fogem do comum, veiculando marcas e produtos dentro do contexto de programas de TV, vídeos para internet, filmes e até em memes. No Brasil, diversas empresas adotaram esse modelo de veiculação de suas campanhas, e os cineastas – com suas visões plurais e criativas – entram para criar peças que marcam a vida de muitas pessoas.

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