• Amanda Santos

Por que devemos nos preocupar com os recentes acontecimentos na Amazônia


Por que devemos nos preocupar com os recentes acontecimentos na Amazônia

Mesmo em uma época seca, o número de queimadas aumentou em relação aos anos anteriores, assim como o desmatamento. Entenda o que está acontecendo.

Na semana passada, um fenômeno surpreendeu os habitantes da capital paulista: no meio da tarde, antes mesmo das 16h, o dia havia virado noite.

Uma escura e densa nuvem cobriu a cidade, anunciando talvez uma daquelas chuvas de parar a cidade por completo. O paulistano, acostumado, já esperava o pior. Contudo, a grande chuva não veio e, enquanto todos se perguntavam sobre aquela nuvem escura, vieram as primeiras notícias: as queimadas na região amazônica estavam tão intensas que chegaram ao sudeste do país.

Queimadas e desmatamento andam juntos

A água da chuva com cheiro de queimado, escura. Análises realizadas em laboratório confirmavam: a água da chuva continha resíduos de queimadas, e níveis de fuligem até sete vezes maiores que os que normalmente são encontrados. A Amazônia estava queimando. E o material das queimadas atravessara o país.

Queimadas nessa época do ano na região são até que comuns: devido ao tempo seco, a mata está mais propensa a propagar o fogo. Segundo o site do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), os meses de inverno apresentam uma média de 34.491 focos de incêndio. Contudo, o grande problema está não apenas nas queimadas, mas também no aumento significativo no desmatamento na região, que contribui com os focos; não por coincidência, os dez municípios mais desmatados também são os com os maiores focos de incêndio.

Tá, mas por que a Amazônia importa?

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, e tem cerca de 60% de seu território total no Brasil. Além disso, é um grande centro de biodiversidade (o maior do planeta), com exemplares de fauna e flora exclusivos. A floresta é o maior ponto de absorção de dióxido de carbono – o gás responsável pelas mudanças climáticas – do mundo, ou seja: preservar a Amazônia é controlar o aquecimento global.

A floresta também é responsável pelo regime de chuvas do Brasil e da América do Sul, e é essencial para o agronegócio (mesmo que não pareça): áreas de plantio cercadas de mata nativa apresentam maior quantidade de polinizadores. Fora todos esses quesitos, a Amazônia também gera renda, já que possui espécies capazes com grande interesse para medicamentos, cosméticos, alimentos e até controle natural de pragas, sem contar as diversas etnias indígenas que dependem da floresta para continuar com suas tradições e rituais.

Reação mundial

Por ser tão importante, a Amazônia recebe apoio financeiro de diversos países do mundo, justamente para que não desapareça; mas os recentes acontecimentos causaram um congelamento no repasse de verbas, principalmente as destinadas ao Fundo Amazônia. Criado em 2008 – e agora cortado por Alemanha e Noruega – ajudou o país a alcançar o menor índice de desmatamento anual da história em 2012. A pressão internacional para que a Amazônia seja preservada demonstra não apenas a importância econômica da floresta, mas também sua importância para manter o planeta habitável.

Ponto irrecuperável

A maior preocupação é que a Amazônia perca tanto de sua área que chegue a um ponto irrecuperável. Há o risco real de a floresta se transformar em uma savana, o que não absorveria a mesma quantidade de gases nocivos como hoje, alterando completamente a temperatura mundial. Por isso, ações para combater o desmatamento e os focos de incêndio são tão necessárias e preocupantes para o mundo.

Aqui na Onze Trinta nos preocupamos em contar todas as histórias, até daqueles que não possuem voz. Estamos com a Amazônia para a preservação do mundo. Tem uma história para contar?

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