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O que é Blaxploitation?

O favorecimento do protagonismo negro em longa-metragens. O incômodo causado na sociedade estadunidense com acidez, bom humor e obras marcantes. A importância do Blaxploitation para o cinema.


História

Surgido na década de 1970, o movimento Blaxploitation (junção das palavras “Black” e “Exploitation”) se ligou também às transformações políticas nos EUA na época. Seu surgimento tem muito a ver com os chamados Race Films (nome pejorativo usado pela indústria para classificar as produções cinematográficas negras entre as décadas de 1910 e 1950), e eram protagonizados e realizados por atores e diretores negros e tinham como publico alvo, principalmente, os negros norte-americanos. Ser protagonista, no entanto, não é o suficiente: é preciso tirar um sarro, ser agressivo, colocar-se no ataque, desafiar os adversários e se impor.


Cultura

O Blaxploitation abarcava diversos aspectos da cultura, como a música e o cinema, e o público negro era o foco, relatando (na maioria dos casos) a violência e a marginalidade dos guetos, sendo de extrema importância na formação de uma identidade negra em contraponto à hegemonia branca. Contudo, para muitos, esse movimento acabou por colaborar para a construção de estereótipos, como a angry black woman (a mulher negra que está sempre com raiva) e o black brute (o estereótipo de negro criminoso, perigoso). Tanto que, segundo Robin Coleman, autora de Horror Noire (Darkside Books, 2019), muitos pensadores negros criticavam o movimento e as suas escolhas estéticas e de representação. Se pudéssemos resumir o que foi o movimento, havia duas maneiras, através dos filmes, de se entender o negro estadunidense: o marginalizado e o legitimado pela cultura branca.


Grandes nomes

O movimento atraiu muitos nomes que hoje fazem parte da cultura cinematográfica com um papel de importância, como Richard Roundtree (Shaft), Jim Kelly (que contracenou com Bruce Lee), Pam Grier (Coffy). Outros grandes nomes também se juntaram para criar as trilhas sonoras, que também eram produzidas - como quase tudo no movimento - por artistas negros. E aqui podemos citar, entre outros, Curtis Mayfield, Isaac Hayes, James Brown, Quincy Jones, Barry White e Marvin Gaye.


Alguns filmes

A seguir você pode conferir alguns dos mais importantes filmes do movimento, começando com o que é, com certeza, o mais conhecido, Shaft.


O Blaxploitation, além de trazer para um público que não se identificava com as histórias e os personagens brancos a representatividade, também entregou trilhas sonoras fantásticas, homens seguros de si e mulheres poderosas e independentes. Hoje o Blaxploitation resiste nas referências de diretores e nas inspirações para grandes obras. A representação do negro através de seu próprio olhar continua, e agora mais forte do que nunca.


Terminamos com um vídeo explicando a importância do Blaxploitation para a história do cinema e da representatividade:


Aqui na Onze Trinta lutamos pela diversidade, pela representatividade e, acima de tudo, pela equidade. Quer saber mais? Converse com a gente!