• Amanda Santos

A Participação Feminina na Produção Audiovisual Brasileira

56% dos projetos aprovados em 2019 foram desenvolvidos por mulheres



O setor audiovisual tem muito o que comemorar em 2019 em relação à participação feminina nos projetos. No entanto, mesmo com os avanços conquistados pelas mulheres este ano, ainda temos um longo caminho a percorrer para alcançar a equidade entre os gêneros no setor.


Política de redução da desigualdade

Iniciada em 2018 pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) a política de redução de desigualdade de gênero e raça tem conseguido, mesmo que aos poucos, transformar a indústria audiovisual no país. Esta mudança vem principalmente com a implantação de cotas diversas, para mulheres (cis e trans), negros, indígenas, para novos realizadores e também por região. Tanto que, nos editais aprovados para 2019, dos 143 projetos 80 serão dirigidos ou desenvolvidos por mulheres.


Número recorde

Estes 56% são um número recorde no programa, que previa inicialmente 50% de participação feminina. Contudo, em termos proporcionais, a participação feminina ainda é baixa: em 2018, apenas 22% dos roteiros foram escritos exclusivamente por mulheres.No relatório da Ancine sobre 2018, podemos ver que a participação feminina em diversos setores do audiovisual nacional ainda tem muito a melhorar. Principalmente em fotografia, área com menor número de mulheres.


Ancine e ONU Mulheres

A Ancine busca aumentar a participação feminina em projetos no geral, não apenas em editais direcionados.Para tal, foi realizado em junho deste ano o Seminário Internacional de Mulheres no Audiovisual, que contou com a assinatura de um memorando que firmou compromisso da Ancine com a ONU Mulheres para aumentar a igualdade de gênero no setor audiovisual, por meio de ações em diversas áreas.


Em busca da paridade

Além da implantação de cotas, uma outra medida tomada pela Ancine a partir de 2018 foi a de paridade de gênero nas comissões de seleção de filmes para recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Mas, como já vimos neste outro post aqui no blog, há também as diferenças de raça, que são tão importantes em um país com processos históricos de exclusão como o Brasil. Por exemplo, em 2016, nenhuma mulher negra dirigiu, roteirizou ou foi responsável pela produção executiva de longas comerciais. Portanto, racializar a questão é essencial para chegarmos à completa igualdade.


Os efeitos dessas medidas são esperados apenas para os próximos anos. O que não se sabe é como a nova gerência da Ancine vai continuar com esses projetos, já que foram retirados cartazes de filmes de sua sede e de seu site, entre outras polêmicas.


Aqui na Onze Trinta temos orgulho de dizer que há paridade de gênero em nossa equipe. E também que contamos histórias para todos os gêneros e públicos, com representação de todos. Você tem uma história para contar? Conheça as soluções que a Onze Trinta pode oferecer.

4 visualizações